A
idéia da fundação de uma Escola Superior
em Jundiaí partiu da própria sociedade jundiaiense,
da qual citamos alguns nomes representativos, Prof. José Leme
do Prado Filho, Casemiro Brites Figueiredo, Dr. José Pacheco
Neto Jr., Rubens do Amaral Gurgel, Vergílio Torricelli,
Nelson Foot, Durval Knox da Veiga e inúmeros outros
cidadãos
jundiaienses, cuja citação seria fastidiosa,
mas a quem se rende homenagem, neste momento. A idéia
teve eco na administração municipal e, no
ano de 1968, pela iniciativa do Prof. Pedro Fávaro,
Prefeito Municipal, foi escolhido o curso mais difícil
de ser implantado, mas que por outro lado, traria maior
prestígio à cidade
e atenderia aos anseios dos jovens desta terra. Assim,
após
aprovação
pela Câmara Municipal, sob a presidência do
Vereador Paulo Ferraz dos Reis, promulgou a Lei nº 1.506,
no dia 12 de março de 1968, criando a Faculdade
de Medicina de Jundiaí,
como entidade autárquica do Município.
O
Prefeito precisava de alguém da área médica,
com trânsito nas esferas estadual e federal da educação,
para dar corpo e forma à instituição
recém
criada. Não foi difícil chegar ao nome do
Dr. JAYME RODRIGUES como única pessoa que reunia
as melhores condições
para essa difícil, porém nobre empreitada.
Esse mister demandaria inúmeros contatos, muito
empenho e escolha dos colaboradores certos para implantação
de um curso médico
de alto gabarito e à altura das melhores instituições
congêneres do Estado e do País.
O
Dr. Jayme Rodrigues, para aceitar a incumbência,
impôs
algumas condições. Fez seus cálculos,
como administrador nato, e colocou ao Prefeito o custo,
para o município, de
um curso completo, incluindo gastos com Hospital, onde
seria desenvolvida a formação prática
dos futuros médicos.
Estabeleceu em 60 (sessenta) o número de vagas,
em acordo com a capacidade do Hospital, no intuito de dar
qualidade ao
curso que começava a moldar. Todas as condições
por ele estabelecidas foram aceitas pelo Prefeito.
Iniciou
seus contatos com a Universidade de São Paulo, berço
de sua formação, de cuja Faculdade de Medicina
trouxe para Jundiaí um grupo de eminentes Professores.
Seu intenso trabalho junto às autoridades estaduais
e seu largo conhecimento da cúpula de ensino médico,
possibilitaram a formação
de um corpo docente de alto padrão e de capacitação
incontestável. Todos esses professores foram imediatamente
aprovados pelo Conselho Estadual de Educação,
alguns até sem necessidade de curriculum vitae,
pelo seu reconhecido saber e renome nacional e internacional.
Seu
conhecimento e suas
amizades na esfera estadual possibilitaram a autorização
para funcionamento da Escola ainda no ano de 1968, tanto
pelo Conselho de Educação como pelo Governador
do Estado - Decreto 51.029, de 06/12/68.
Conseguiu
adaptar o prédio sede da Faculdade, cedido pela
Prefeitura, à rua Francisco Telles, 250, na Vila
Arens, e, em menos de seis meses, iniciar o curso médico
no dia 24 de março de 1969. Isto foi possível,
graças
ao apoio recebido do ex-Vereador e jovem Prefeito da cidade,
Dr. Walmor
Barbosa Martins. O Vice-Prefeito, Dr. Tarcísio Germano
de Lemos, atuou na Faculdade como assessor jurídico
até 1973.
O
curso teve grande procura no seu primeiro concurso vestibular,
quando 588
candidatos disputaram as 60 vagas oferecidas. Colaboraram
nesse primeiro Exame Vestibular, entre outros, o Prof.
Pedro C. Fornari, que gentilmente cedeu as instalações
das Escolas Padre Anchieta, para aplicação
das provas do concurso, Dr. Lavoisier França Silveira,
Eduardo Sodrzeieski, Prof. José Leme
do Prado Filho, Casemiro Brites Figueiredo, Otto C. Fehr
e Oswaldo Willy Fehr, o qual, a convite do Dr. Jayme Rodrigues,
aceitou o cargo
de Secretário Administrador da Faculdade, atividade
que desempenhou, de forma exemplar e brilhante, até 09
de julho 1997, data de seu falecimento. Cabe salientar
a participação
do laborioso e competente Sr. José Maria do Monte
Carmelo, que datilografou e mimeografou as provas do concurso
até 1972,
quando passou a integrar o quadro de funcionários
da Faculdade como Secretário da Congregação
e Departamentos.
No
corpo docente do primeiro ano, contamos com os ilustres
Professores: Prof. Dr.
Metry Bacila - Bioquímica e Biofísica;
Prof. Dr. Antonio Sesso - Histologia; Prof. Dr. Douglas
Antonio Zago
- Embriologia; Prof. Dr. Olavo Marcondes Calasans - Anatomia
e Neuroanatomia.
Esses Professores trouxeram suas respectivas equipes e
deram estrutura sólida ao curso aqui ministrado,
comparado à própria
Universidade de São Paulo, graças ao pequeno
número
de alunos e as condições físicas e
materiais oferecidos. O prestígio veio naturalmente
e, no segundo vestibular, o número de candidatos
aumentou para 997 interessados. No terceiro concurso (1971),
esse número
cresceu ainda mais, chegando a 1217 jovens, sem dúvida
pela seriedade e gabarito do curso oferecido.
Em
1970, foram contratados novos professores para atender
ao 2o ano médico, mantendo o padrão USP,
entre os quais citamos: Prof. Dr. Carlos da Silva Lacaz
- Microbiologia e
Imunologia; Prof.
Dr. Oswaldo Paulo Forattini e Prof. Dr. Dino Pattoli -
Parasitologia; Prof. Dr. Erasmo Garcia Mendes - Fisiologia;
Prof. Dr. Naim
Sauaia - Bioestatística; Prof. Dr. Fernando Varela
de Carvalho - Farmacologia; Prof. Dr. Sérgio Olavo
Pinto da Costa - Genética
Médica; Prof. Dr. Edmundo Juarez - Medicina Preventiva;
os quais montaram suas equipes com Professores Assistentes
da Universidade
de São Paulo.
Em
1971, para dar início a atividade hospitalar, o
Dr. Jayme Rodrigues, conseguiu pelos bons ofícios
do Prof. Dr. Paulo Sawaya, então Presidente da Sociedade
Vicentina em São
Paulo, um comodato com essa Sociedade para utilização
do Hospital São Vicente de Paulo, por 50 anos, pela
Faculdade. Trouxe para chefiar as Disciplinas da área
clínica,
os Professores de grande experiência e de renome,
tais como: Prof. Dr. Aníbal Cipriano da Silveira
Santos - Psicologia Médica e Psiquiatria; Prof.
Dr. João
Tranchesi - Clínica
Médica; Prof. Dr. Paulo D. Branco e Prof. Dr. Eugênio
Américo Bueno Ferreira - Cirurgia; Prof. Dr. Sérgio
Toledo de Moura Campos - Técnica Cirúrgica;
Prof. Dr. Fernando B.P. Leitão - Anestesiologia;
Prof. Dr. Antonio Monteiro Cardoso de Almeida - Patologia;
entre outros.
Graças
ao Prof. Walter Leser, DD. Secretário de Estado
da Saúde, atendendo a pedido de seus amigos, Dr.
Jayme Rodrigues e Prof. Aníbal Silveira, foi cedido
o Hospital de Juqueri, em Franco da Rocha, para o ensino
de Psicologia
Médica, Psicopatologia
e Psiquiatria, através de convênio específico.
Vale
salientar que, a partir de 1971, a Faculdade passou a contar
com a ajuda
dos médicos que atuavam no Hospital de Caridade
São Vicente de Paulo, como Professores Assistentes
das áreas
clínicas, cabendo lembrar, os nomes de Júlio
Ferreira, Célio Ciari, Antonio Mendes Pereira, Edward
Aleixo de Paula, Murilo R. Viotti, Lavoisier França
Silveira, Antonio Carlos Ferragut, Eurico Malagodi, Natalino
Filipini, entre outros.
No
ano de 1972, o Dr. Jayme trouxe outros grandes especialistas,
tais como: Prof.
Dr. Luiz Gustavo Wertheimer - Ortopedia e Traumatologia;
Prof. Dr. Gilberto Menezes de Góes - Urologia; Prof.
Dr. Armando de Aguiar Pupo - Endocrinologia; Prof. Dr.
João
Targino de Araújo - Hematologia e Laboratório
Clínico;
Prof. Dr. Wilson Cossermelli - Reumatologia; Prof. Dr.
Roland Veras Saldanha - Nefrologia; Prof. Dr. José Eduardo
da Costa Martins - Dermatologia; Prof. Dr. Ricardo Veronesi
- Moléstias Infecciosas
e Parasitárias; Prof. Dr. Álvaro da Cunha
Bastos - Ginecologia e Obstetrícia; Prof. Dr. João
Gilberto Maksoud - Cirurgia Pediátrica; Prof. Dr.
José Lauro
de Araújo Ramos - Pediatria Clínica, entre
outros. Nesse ano, foi inaugurado o Pronto Socorro Municipal
de Jundiaí,
sob total responsabilidade da faculdade, em cujo corpo
clínico
contou com a decisiva colaboração, para sua
implantação,
do Dr. Roberto Anania de Paula, Dr. Edward Aleixo de Paula,
Dr. Cesar Moscoso Carrere, Dr. Mamed Hussein, Dr. Oswaldo
Tempestini, Dr. Carlos
Alberto Serafim, entre outros.
Nesse
mesmo ano, graças aos seus contatos junto ao SESI
- Serviço Social da Indústria em São
Paulo, o Diretor conseguiu a cessão do Hospital
nº 2 de
Jundiaí para
gerenciamento do Departamento de Pediatria, quanto a sua
parte clínica,
por tratar-se de Hospital essencialmente pediátrico,
servindo ao ensino dessa especialidade médica, a
partir do 4o ano de graduação.
No
ano de 1973, completaram o corpo docente, os ilustres Prof.
Dr. Aloysio de Mattos
Pimenta - Neurocirurgia e Neurologia; Prof. Dr.
Newton Kara José - Oftalmologia; Prof. Dr. Clemente
Isnard Ribeiro de Almeida - Otorrinolaringologia, entre
outros.
Nesse
ano, uma vez que a legislação não
permitia mais recondução ao cargo, o Dr.
Jayme Rodrigues, foi substituído na Direção
da Faculdade pelo seu Vice-Diretor, Dr. Joaquim Jacyntho
Floriano de Toledo,
da Disciplina
de Ortopedia e Traumatologia e médico conceituado
na cidade de Jundiaí.
Cumpre
registrar que, o Dr. Jayme Rodrigues antes de entregar
a direção,
conseguiu consolidar a implantação
da Faculdade de Medicina de Jundiaí com o reconhecimento
federal através do Decreto nº 71.656, de 04/01/73,
antes, portanto, de Ter início o internato, o que
significou feito inédito
no país, pois a 1a turma graduou-se somente em dezembro
de 1974.
O
afastamento do Dr. Jayme Rodrigues da direção
da Faculdade de Medicina de Jundiaí foi apenas aparente,
pois, a sua colaboração continuou com o mesmo
entusiasmo inicial. Acompanhava com muito interesse a atividade
de alunos e
ex-alunos da Faculdade de Medicina de Jundiaí, bem
como o desempenho de seu corpo docente. Aos diretores que
o seguiram,
não
faltou com sua experiência e tirocínio. Nos
desentendimentos entre as autoridades municipais e a Faculdade
de Medicina de
Jundiaí,
o Dr. Jayme sempre agiu como mediador, procurando conciliar
as partes para que estes desentendimentos não chegassem
ao ponto do rompimento de relações. Contudo,
a incompreensão
da administração Benassi e de seus secretários
foi, sem dúvida, para a Faculdade de Medicina de
Jundiaí,
a mais nociva e deletéria, chegando a quase conseguir
seu fechamento. Essa situação foi a mais
sentida e que causou profundo desgosto ao estimado Dr.
Jayme Rodrigues.
O
Dr. Toledo, como era conhecido, permaneceu na direção
da Faculdade por curto espaço de tempo, em virtude
da situação
criada pela nova administração municipal
chefiada pelo Sr. Íbis P. Mauro da Cruz que, ignorando
o comodato da Faculdade com a Sociedade São Vicente
de Paulo, fez aprovar novo convênio
com a Prefeitura e passou a administração
do nosocômio
ao Secretário da Saúde, Dr. Arnaldo Reis,
exonerando o Diretor da Faculdade. O Secretário
da Saúde
nomeou diretores administrativo e clínico do Hospital,
que resultou em má administração,
comprovada através
de ações populares movidas contra o Prefeito
e seus assessores quando deixaram os respectivos cargos.
Substituiu
o Dr. Toledo na direção da Faculdade, o
Prof. Dr. Metry Bacila, Vice-Diretor. Dada a incompatibilidade
entre a administração municipal e da Faculdade,
o clima no Hospital foi se deteriorando, a ponto de em
1975, a Faculdade procurar
outro local para ministrar seu curso prático, principalmente
o internato. Assim, considerando o relacionamento já existente
com a Secretaria de Estado da Saúde e com o Hospital
de Juqueri, onde também funcionava uma Divisão
de Saúde
de Pacientes internados, firmou-se convênio para
utilização
daquela instituição hospitalar, e quase todo
o curso prático passou a desenvolver-se lá.
Retrocedendo
um pouco, vale lembrar que a primeira turma de médicos
deixou a Escola no ano de 1974, tendo como Patrono o Dr.
Jayme Rodrigues e, como Paraninfo, o Prof. Dr. Olavo
Marcondes
Calasans, o que demonstra
a grande consideração que os alunos tinham
pelo Dr. Jayme, embora este não tivesse ministrado
aulas no curso médico.
Nesse sentido, cabe registrar que o Dr. Jayme foi homenageado
por todas as turmas que se sucederam, mesmo as que nenhum
contato tiveram
com ele.
Em
1973, em reconhecimento ao trabalho de organização
e estruturação da Faculdade, o Dr. Jayme
foi alvo de merecidas homenagens - recebeu o título
de Professor Honorário
e foi criado o Prêmio Doutor Jayme Rodrigues - Organizador
da Faculdade, a ser conferido ao doutorando de maior destaque
no curso médico, a cada ano.
A
partir de 1975, portanto, o internato e um início
de Residência
Médica passaram a desenvolver-se em Franco da Rocha,
com exceção
da Pediatria, que era totalmente realizada no Hospital
do SESI de Jundiaí, e da Tocoginecologia, que permaneceu
no Hospital São Vicente de Paulo. Houve, também,
problemas com a Clínica Cirúrgica, pois a
3a turma negou-se a ir a Franco da Rocha, obrigando a diretoria
a liberar o internato dessa área,
que foi realizado, excepcionalmente no ano de 1976, no
Hospital São
Vicente de Paulo, sem a participação dos
docentes desta Faculdade, mas sob a orientação
do Prof. Dr. Euclides Marques, médico do corpo clínico
do Hospital e docente da FMUSP.
O
Prefeito Íbis Cruz, ao deixar a Chefia do Executivo
Municipal, comprovou sua pouca afeição à Faculdade
de Medicina de Jundiaí, fazendo consignar no orçamento
de 1977, o valor de 100 mil cruzeiros, apenas para cumprir
a exigência
legal.
Para
satisfação de todos os que simpatizavam com
a Faculdade, elegeu-se Prefeito no ano de 1976, o criador
da
Faculdade, Professor Pedro Fávaro, o qual inicia
sua segunda gestão
na chefia do Executivo Municipal, em março de 1977.
No
primeiro ano de sua gestão, o Hospital São
Vicente de Paulo foi transformado em Hospital-Escola, retornando
para
lá todas
as atividades práticas do curso médico e,
no ano seguinte, tiveram início os programas de
Residência
Médica.
Permaneceram em Franco da Rocha algumas clínicas,
pois criaram Serviços exemplares naquele Hospital;
a Psiquiatria, sob a competente orientação
do Prof. Dr. Aníbal
C. Silveira Santos; a Dermatologia, sob a chefia do Prof.
Dr. Fernando
Augusto de Almeida; a Otorrinolaringologia, sob a direção
do Prof. Dr. Clemente I. Ribeiro de Almeida e a Oftalmologia,
em cuja chefia estava o Prof. Dr. Rubens Belfort de Mattos
Jr.
Em
maio de 1977, após profundo desentendimento com
alunos e com o Secretário da Saúde Municipal,
deixa a direção
da Faculdade, o Prof. Dr. Metry Bacila, ilustre professor
de Bioquímica
e Biofísica, que entre outras realizações,
organizou o quadro docente da Faculdade, abriu a possibilidade
de atuação
em Franco da Rocha, fez modificações no currículo
do curso e organizou Regimento Interno da Faculdade, além
de estruturar os Departamentos Acadêmicos e incentivar
as monitorias de áreas básicas.
Assumiu
a diretoria, interinamente, o Prof. Dr. Aníbal C.
da Silveira Santos, porque o Vice-Diretor, Prof. Dr. Antonio
M. Cardoso de Almeida encontrava-se no exterior em viagem
de férias.
Retornando, assumiu a diretoria e reuniu a Congregação
para eleição de lista sêxtupla para
escolha de novo Diretor. O nome mais votado da lista foi
o do Prof.
Dr. Aníbal
C. da Silveira Santos, cientista e psiquiatra de renome
internacional, por representar o diálogo e o entendimento
após
a tumultuada gestão do Prof. Bacila. O Prof. Pedro
Fávaro
não
teve dúvidas e o nomeou, em setembro de 1977, para
mandato de quatro anos.
Nos
anos que se seguiram, as dificuldades financeiras da Faculdade
e do Hospital
São Vicente se agravaram. Apesar disso, foram
incentivados e implementados os programas de Residência
Médica
da Faculdade no Hospital São Vicente e em Franco
da Rocha. O Prof. Aníbal chegou mesmo a propor ao
MEC um curso de pós-graduação
na área de Psiquiatria, que só não
foi aprovado por falta de massa crítica de docentes
em tempo integral nas áreas
básicas envolvidas no programa.
Os
Programas de Residência Médica criados foram
os de Clínica Médica, Cirurgia Geral, Ginecologia
e Obstetrícia,
Pediatria, Psiquiatria, ORL, Dermatologia e Oftalmologia,
todos credenciados pela Comissão Nacional de Residência
Médica no
ano de 1982.
Em
1978, vencido o mandato do Prof. Dr. Antonio Monteiro Cardoso
de Almeida na Vice-Diretoria
da Faculdade, foi eleita lista sêxtupla,
em cujo topo figurou o nome do Prof. Dr. Álvaro
da Cunha Bastos, a quem o Sr. Prefeito confirmou naquele
cargo. Em
1979, aos setenta e sete anos, falece o Prof. Dr. Aníbal
C. da Silveira Santos, em pleno exercício de suas
funções.
Nova
lista sêxtupla é elaborada e o Prof. Dr. Álvaro
da Cunha Bastos, de Vice-Diretor em exercício, torna-se
o Diretor, com mandato até 1983. Para a Vice-Diretoria
da Escola, é confirmada
a indicação do Prof. Dr. Antonio Monteiro
Cardoso de Almeida.
Na
gestão do Prof. Álvaro e Prof. Cardoso de
Almeida, os seguintes fatos devem ser registrados: 1) Elaboração
de novo Regimento da Faculdade, aprovado pelo Conselho
Estadual de Educação no ano de 1980 e vigindo
a partir de 1981; 2) Modificação do currículo
da Faculdade a partir de fórum de debates sobre
o assunto, presidido pelo Prof. Dr. João Palermo
Neto, Professor de Farmacologia, cuja implantação
se deu nos anos de 1982 e 1983, alterando, basicamente,
o internato, que passou a ser realizado em dois anos; 3)
Em 1981, foi denunciado
convênio global de gerenciamento do Hospital de Clínicas
Especializadas pela Faculdade, mantendo-se somente as clínicas
com Residência Médica em funcionamento; 4)
Em 1983, realizou-se o 1o Congresso Médico-Acadêmico
da Faculdade, que revestiu-se de pleno sucesso; 5) A Revista
Perspectivas Médicas
foi publicada regularmente, com artigos do próprio
corpo docente e trabalhos realizados dentro da Escola;
6) Em 1981,
o Hospital São
Vicente de Paulo, desde 1978 administrado pela Faculdade, é alvo
de críticas e inquérito administrativos,
por parte da Câmara Municipal de Jundiaí.
Denuncia-se o convênio
com a Sociedade Vicentina e a Prefeitura formaliza novo
convênio,
a partir de 1982, através do qual há acordo
do corpo clínico quanto a remuneração
apenas por produtividade. Do escândalo do ex-Secretário
da Saúde da administração
Fávaro, nada resta, apenas o descontentamento de
alguns médicos
que deixam em definitivo a Faculdade e o Hospital, representando
grande perda para os alunos e para a Escola; 7) Ao final
de seu mandato, aceita proposta da Prefeitura, encampada
pelos
alunos, para eleição
de nome de consenso da comunidade acadêmica para
substituí-lo
na direção da Faculdade. Abrem-se inscrições
para candidatos, faz-se eleições, aparece
nome aceito pela comunidade acadêmica diferente do
que interessa ao Prefeito e seu Secretário de Saúde.
Dias antes de vencer o mandato do Prof. Álvaro da
Cunha bastos, desliga-se da Faculdade o Sr. Oswaldo Willy
Fehr, Secretário
Administrador desde os seus primórdios. Assume o
cargo, Carlos de Oliveira Cesar, até então
Secretário
da Congregação
e Departamentos e trabalhando na Faculdade desde 1971.
Assume
a diretoria, o Vice-Diretor Prof. Dr. Antonio Monteiro
Cardoso de Almeida, em
virtude da indecisão do Prefeito e da interferência
do seu Secretário da Saúde, o dentista Hamilton
Belini, quanto à escolha do novo Diretor de lista
sêxtupla
a ele encaminhada, o que obedeceria o ritual da legislação
e do Regimento da Faculdade. O Prefeito foi convidado pela
Congregação
da Faculdade para reunião em seu prédio sede
quando afirmou, categoricamente, "ou tenho um diretor
meu ou fecho a Faculdade".
Após
manobra para colocar a opinião pública
e a Câmara Municipal contra a administração
e o corpo docente da Faculdade, tentou fazer intervenção
municipal na Escola. Decretou a intervenção
em 01/02/84, exonerando o Vice-Diretor em exercício
e o Secretário
Administrador, nomeando um ex-aluno como interventor da
Faculdade e do Hospital São Vicente de Paulo. Este
exonerou vário
professores da Faculdade e médicos do Hospital.
Mandado de segurança impetrado pelo Vice-Diretor,
professores e pelo Secretário Administrador, restabeleceu
a autonomia da Faculdade em 15 dias. Porém, continuou
situação
insustentável
no Hospital.
Apesar
de incitado a fazê-lo, o Prefeito negou-se a escolher
Diretor a partir da lista sêxtupla a ele enviada.
Devolveu a lista, afirmando não concordar com os
nomes nela constantes.
Muito
desgastado pelos acontecimentos, desligou-se da Faculdade,
em caráter irrevogável, o Prof. Dr. Antonio
M. Cardoso de Almeida, em 07 de março de 1984.
Para
evitar acefalia diretiva, assume interinamente a direção
da Faculdade, o Prof. Dr. Roberto Focaccia, Professor da
Disciplina de Moléstias Infecciosas e Parasitárias,
buscando apoio do Governo do Estado e procurando negociação
com a Prefeitura. Em julho, a Câmara aprova lei que
autoriza o Prefeito a decretar o fechamento da Faculdade.
O Prof. Focaccia
desgasta-se
tremendamente em pouco tempo, e demite-se do cargo em setembro
do mesmo ano, após promulgação do
decreto do Prefeito Benassi extinguindo a Faculdade gradativamente.
Assume
a direção da Faculdade, também interinamente,
o Prof. Dr. Antonio José Brussolo da Cunha, em outubro
de 1984, com o propósito de aproximação
da Prefeitura, o que é visto com reserva e até desconfiança
pelos alunos e professores. Os alunos exercem pressão
insustentável,
obrigando-o a demitir-se do cargo em maio de 1985.
Assume
a direção da Escola, ainda de maneira interina,
o Dr. Marco Antonio Paes de Freitas, que não pode
ser confirmado no cargo, por não pertencer à Congregação
da Faculdade.
A
Prefeitura faz ataques rotineiros à Faculdade pela
imprensa e até em jogos do Paulista Futebol Clube.
Fecha o Hospital para reformas e obriga a Faculdade a procurar
outro local para
internato dos seus alunos. O internato passa a ser realizado
no Hospital do
Mandaqui, em São Paulo, graças ao apoio da
Secretaria da Saúde do Estado, através do
seu Titular, Dr. João
Yunes.
Toma
posse, em junho de 1985, o mais jovem diretor interino,
Dr. Vanor Wagner
Rezende, tentando, com apoio de alunos e professores,
retomar o Hospital São Vicente de Paulo e realizar
o concurso vestibular daquele ano, o qual é suspenso às
vésperas
de sua realização, pela justiça,
a pedido do Prefeito Benassi. A luta continua. É movida
ação
popular contra o Prefeito, por decretar o fechamento
da Faculdade. O
desgaste do Dr. Vanor é grande e demite-se em
setembro de 1985.
Assume
em seguida, o Prof. Dr. Aloysio de Mattos Pimenta, ilustre
e renomado neurocirurgião, recém aposentado
da Escola Paulista de Medicina, o qual enfrenta o Prefeito
e seu
Secretário
de Saúde, ansiosos por fechar a Faculdade, mas
de mãos
atadas, graças a ação popular.
O
Professor Pimenta, como era conhecido, tomou a iniciativa
de preencher vagas de 1o
e 2o ano em 1986, com alunos transferidos de outras
Escolas Médicas e graduados em cursos paramédicos,
o que é contestado
pela Prefeitura, através de mandatos de segurança,
sem sucesso. Em 1987, também preenche as vagas
de 1o ano da mesma forma. Torna-se extremamente popular
na
cidade.
O
saudoso Professor Pimenta faleceu, por rompimento de
aneurisma de aorta, em junho
de 1987, a bordo de avião, em viagem de
Portugal para o Brasil, após inauguração
de museu em homenagem a Egas Moniz, Prêmio Nobel
de Medicina. A indicação para essa comenda
partiu do Prof. Pimenta, na época, quando chefiava
a delegação
brasileira em Congresso da especialidade.
Substituiu
o Prof. Pimenta, o Prof. Jalma Jurado, a partir de julho
de 1987.
Continuou com a prática de admitir alunos por
aproveitamento de estudos, para preencher as vagas
de 1o ano. Mudou o sistema
de pagamento do corpo docente, equilibrando o orçamento
da Escola.
Em
setembro de 1988, é determinada, pelo Conselho
Federal de Educação, a intervenção
federal na Faculdade e o MEC nomeia o Prof. Dr. Raymundo
Manno Vieira,
para
o cargo de Diretor Pró-tempore. Assumiu as funções
em 15 de setembro daquele ano. Sentiu os interesses da
comunidade acadêmica, do Prefeito e do próprio
MEC. Percebeu o potencial da instituição.
Conseguiu Hospital-Escola para realização
do internato através do
ERSA-14 de Franco da Rocha. Apesar das resistências,
implantou o internato na Divisão de Saúde
de Pacientes Internados daquele ERSA, sem ônus
para o Município
de Jundiaí e,
hoje, até carrea recursos para pagamento dos docentes
de área
clínica. Com a eleição do Dr. Walmor
Barbosa Martins e Prof. Pedro Fávaro como Prefeito
e Vice, respectivamente, a partir de janeiro de 1989,
como primeiro ato dessa nova Administração,
revogou-se a extinção da Faculdade. A Faculdade,
então,
realizou concurso vestibular pela VUNESP, com 1000 candidatos
concorrendo às
60 vagas do curso. Regularizou a vida acadêmica
dos alunos que ingressaram por aproveitamento de estudos.
Fez
reformas
no prédio
sede da Faculdade. Implantou carreira docente, submetendo
todos os docentes a concurso. Criou Programa de Residência
Médica
em Medicina Geral Comunitária. Facilitou o ingresso
em cursos de pós-graduação na Escola
Paulista de Medicina de vários professores. Teve
grande influência
no recredenciamento dos Programas de Residência
remanescentes de Franco da Rocha. Reformulou o currículo
da Instituição
e instituiu novo Regimento, aperfeiçoando os colegiados
e a vida institucional da Faculdade.
Foi
nomeado pelo Prefeito como interventor do Hospital São
Vicente de Paulo, colocando o nosocômio em pleno
funcionamento e atendendo às expectativas da comunidade
local.
Manteve
como premissa, a necessidade da independência administrativa
e financeira da Faculdade, como condição
para a estabilidade da Instituição, possibilitando
um retorno à merecida
posição entre as melhores Escolas Médicas
do Estado e do País.
O
Prof. Manno, como era conhecido, tinha grandes planos
para esta Faculdade. Nomeado
pelo Prefeito Municipal fez parte e liderou grupo,
integrado por empresários e educadores, que estudou
a implantação
da Universidade Municipal de Jundiaí, chegando
a apresentar anteprojeto, ao qual infelizmente não
foi dada sequência
pelo governo municipal. Chegou a protocolar no MEC projetos
para implantação de cursos superiores de
Fonoaudiologia e Fisioterapia. Além das medidas
já citadas para
reorganização
da Faculdade, não podemos deixar de registrar
que foi ele quem deu início à informatização
da Faculdade, criando departamento para auxiliar os professores
no preparo de material
didático (slides, etc.). Pelo seu trabalho docente
junto aos alunos, seu bom relacionamento com o corpo
docente, de
maneira geral,
e sua experiência em administração
universitária,
tornou-se querido por alunos, docentes e funcionários,
integrando-se totalmente à vida acadêmica
da Faculdade e sempre fazendo referências elogiosas à cidade
de Jundiaí. Contudo,
como soe acontecer quando alguém se destaca, havia
raros docentes descontentes, em geral por razões
pessoais, que inviabilizaram sua permanência na
Faculdade ao término
da intervenção,
no início de 1992, para a qual fora nomeado em
setembro de 1989. Encerrada oficialmente a intervenção
pelo MEC, assumiu interinamente a diretoria da Faculdade,
enquanto a Congregação
elegia lista sêxtupla para escolha de diretor pelo
Prefeito Municipal, conforme previsto no Regimento e
na legislação
em vigor, o Decano, Prof. Dr. Álvaro da Cunha
Bastos, ex-diretor e Professor Titular de Ginecologia.
Dada sua
popularidade e sua inegável
competência o nome do Prof. Manno figurou como
o mais votado da referida lista pela Congregação.
O Prefeito Walmor o escolheu e encaminhou para referendo
da Câmara
Municipal. Porém, a Câmara Municipal rejeitou
seu nome para continuar na direção da Faculdade,
não sendo reveladas
as verdadeiras razões para isso. O Prefeito, após
acordo com a Câmara Municipal, indicou o nome do
Prof. Jalma Jurado, Professor Titular de Cirurgia Plástica
e ex-diretor interino, constante da lista sêxtupla,
antes encaminhada, o qual tomou posse do cargo de diretor,
para mandato
de quatro anos, em maio de
1992.
Assumiu
a direção da Faculdade o Prof. Jalma Jurado,
encontrando grande resistência tanto de professores
quanto de alunos. Apesar disso, com o apoio de alguns
professores e uma férrea vontade de reconstruir
a Faculdade iniciou um trabalho de reformas do prédio,
visando dar melhores condições
de trabalho ao ciclo básico do curso médico.
Assim, reformou o Biotério, ao qual deu o nome
de Unidade de Apoio ao ensino e pesquisa Prof. Dr. Metry
Bacila,
em merecida
homenagem
ao primeiro professor de Bioquímica desta Faculdade
e pesquisador de fama internacional. Reformou totalmente
o primeiro andar do prédio
para reunir todos os laboratórios (Bioquímica,
Fisiologia, Patologia, Microbiologia, Parasitologia,
Farmacologia) todos próximos,
melhorando o aproveitamento dos espaços no interior
do prédio
e modernizando esses laboratórios cujas instalações
estavam totalmente sucateadas. Reformou o subsolo do
prédio
onde sempre funcionou o Laboratório de Anatomia,
em condições
muito precárias. Essa reforma possibilitou a instalação
do Laboratório de Técnica Cirúrgica,
com instalações
modernas, onde se instalou o Centro de Videolaparoscopia,
treinando cirurgiões de todo o país nessa
nova técnica,
sob o competente comando do Dr. Roberto Anania de Paula,
este nomeado Vice-Diretor a partir de 1994, e do Prof.
Eugênio
Américo
Bueno Ferreira, Professor Titular de Técnica Cirúrgica.
Ainda promoveu a reforma dos Anfiteatros, dotando-os
de ótimas
condições para as aulas teóricas
do curso. A par disso o Prof. Jalma tomou atitudes importantes
para o
futuro
da Escola, tais como, atualização das mensalidades
pagas pelos alunos, nos quais encontrou muita resistência,
o que é natural, e atualização do
salário
do corpo docente, totalmente defasado, impossibilitando
preencher vagas no quadro de professores com profissionais
de elevada
formação.
Com a colaboração de professores interessados
alterou o Regimento da Faculdade, que foi aprovado pelo
Conselho Estadual
de Educação no final do seu mandato. O
seu sucessor natural seria o Vice-Diretor. Contudo, levando
em conta a grande
amizade do Prof. Jalma e o apoio político por
ele oferecido, de lista sêxtupla eleita pela Congregação
foi escolhido pelo Prefeito André Benassi para
dirigir a Faculdade, a partir de 1996 o Dr. Paulo Rowilson
Cunha,
Professor Titular de
Dermatologia. O fato de ser ex-aluno da Faculdade o credenciava.
Foi um diretor prudente e esforçado, procurou
manter boas relações políticas com
a Prefeitura, tendo conseguido melhorar a subvenção
até então
consignada, mas que não se alterou durante o seu
mandato.
Entre
suas realizações podemos citar a reforma
do segundo andar do prédio, dotando a Biblioteca
de modernas instalações e de Laboratório
de Informática;
a instalação do Ambulatório de Especialidades.
Em sua administração, tanto por problemas
estruturais da Divisão de Saúde de Pacientes
Internados de Franco da Rocha, quanto pela vontade dos
professores da área,
com apoio da Prefeitura Municipal e da diretoria do Hospital,
o Departamento
de Clínica Médica reinstalou-se no Hospital
São
Vicente de Paulo. Tentou imprimir o ufanismo pela Escola
entre os alunos e os ex-alunos, que tentou reunir no
ano de 1998.
Com a obrigatoriedade
da participação do Provão do MEC
e o bom resultado obtido pelos nossos doutorandos fez
boa
propaganda
pessoal e da Faculdade.
Exerceu a Vice-Diretoria a partir de 1997 o Dr. Ayrton
Cassio Fratezi. Contudo, dadas as características
pessoais do Diretor, este não permitiu que o Vice-Diretor
o substituisse nem sequer em suas férias. Essas
mesmas características
impossibilitaram que continuasse na diretoria da Faculdade
para um segundo mandato,
pois sua atitude concentradora e desprestígio
de pessoas que poderiam ter colaborado para o engrandecimento
da Escola,
contribuiram
para que não viesse a figurar na lista tríplice
para escolha do atual diretor da Faculdade, apesar do
seu enorme esforço
político para isso.
Assumiu
a direção da Faculdade em maio de 2000
o Dr. Nelson Lourenço Maia Filho, com apoio de
alunos, professores e políticos locais, e com
grande vontade de enfrentar problemas cruciais do curso
médico,
tais como dotar a Faculdade de Hospital próprio,
uma Fundação
de Apoio, bem como promover reforma curricular, incentivando
os professores a modernizarem seus
cursos e terem efetiva e ampliada participação
nas atividades clínicas, melhorando os serviços
e, conseqüentemente,
o ensino de graduação e a residência
médica.
Aumentou a participação de docentes, alunos
e funcionários
na reformulação e crescente melhoria do
ensino médico
oferecido por esta Faculdade. O resultado da avaliação
do MEC dando conceito B para todos os itens foi motivo
de comemoração,
mas trouxe a responsabilidade de manter a qualidade do
ensino e tentar o seu aprimoramento. A administração
participativa e a constante avaliação dos
programas ministrados trouxeram, como conseqüência,
o aprimoramento do curso.
Em
2001, vinte ambulatórios de especialidades médicas
destinados ao atendimento público foram coordenados
pela FMJ. Ao todo, a Instituição contabilizou
8.000 atendimentos. Além disso, os alunos e residentes
da Faculdade intensificaram a participação
profissional nas Unidades Básicas
de Saúde do Município. Através do
Programa Saúde
da Família (PSF) empreenderam a força de
trabalho pelo segundo ano consecutivo na UBS Vila Novo
Horizonte, atendendo
a cerca
de 15.000 pessoas.
Em 2002, mais duas UBS´s serão
atendidas pelos alunos da FMJ: Agapeama e Morada das
Vinhas. Em outra iniciativa,
a Instituição foi pólo de capacitação
de médicos e agentes comunitários que se
inscreveram para o PSF e que, em 2002, serão coordenados
pela Secretaria da Saúde.
Em
se tratando dos programas de Saúde Pública,
a FMJ aderiu e teve participação marcante
nas campanhas Olho no Olho, que deu atendimento oftalmológico
a cerca de 300 crianças num único dia;
na empreitada contra a Diabetes, realizada no Ambulatório
de Especialidades e no projeto Sinal Amarelo que, em
parceria com o SEMIS, dá atendimento
psiquiátrico a crianças e adolescentes
da FEBEM em liberdade vigiada.
HOSPITAL
ESCOLA
Para completar um ano de transformações
e ainda estreitar o nível de interação
com a Saúde Municipal, a Instituição
realizou em 2001, dois de seus sonhos mais antigos. A
formação
da Fundação
Dr. Jayme Rodrigues chegou para dar novos horizontes à FMJ.
Em se tratando de uma autarquia municipal, até o
ano passado a Instituição via barrada por
empecilhos legais, sua intenção de buscar
parceiros na iniciativa privada. Este ano, com o incentivo
de novos apoiadores, a FMJ
tende a desenvolver
um maior números de projetos nas áreas
de pesquisa, capacitação profissional,
programas de saúde,
entre outras, que também visam o aprimoramento
do serviço
de saúde da cidade.
A
segunda e mais marcante conquista de 2001 foi a compra
do Hospital Santa Rita,
que a partir desse ano será utilizado como Hospital-Escola
da Instituição. Depois de quase 34 anos
de história,
os alunos da FMJ poderão contar pela primeira
vez com seu próprio hospital. E as negociações
para a obtenção
do mesmo, mostram mais uma vez a harmonia entre a Instituição
e o Poder Público. Após indicação
do prefeito Haddad, o imóvel foi desapropriado
em sessão
histórica da Câmara Municipal no dia 6 de
novembro. A partir de 18 de abril de 2002 a Faculdade
de Medicina ocupará o
prédio e lá, disponibilizará atendimento
médico
gratuito à população. A mudança
deve humanizar o ritmo do Hospital São Vicente
de Paulo e proporcionar mais uma opção
para o jundiaiense.
Contribuíram
e continuarão fornecendo subsídios
para esses aprimoramentos, sem sombra de dúvidas,
os órgãos
recém–criados como o NADIPE (Núcleo
de Apoio Didático Pedagógico) e o NAPESQ
(Núcleo
de Apoio à Pesquisa),
bem como o trabalho conjunto desses órgãos
com a Comissão
Curricular e a CIERM ( Comissão de Internato,
Estágio
e Residência Médica ).